Por que a-ha na Bahia?

Os fãs continuam a mobilização pela vinda do a-ha a Bahia e o fã Anselmo Galvão nos enviou esse depoimento no qual retrata aquilo que não só os fãs do a-ha, como de todos que apreciam o que há de bom no cenário. 

Caros amigos,
Continuo acessando diariamente a página da campanha.

Produtoras que desejam crescer em uma cidade do porte e da importância INTERNACIONAL, que tem Salvador, não pode ter um comportamento provinciano diante do mercado. Moro em Ilhéus, e percebo que nós baianos, de uma forma geral, temos uma visão distorcida de nós mesmos, um insistente pensamento pequeno e bairrista, e nossas empresas, também de uma forma geral, salvo algumas excessoes seguem esse comportamento. No e entanto, também percebo que os de fora nos vêem exatamente da forma inversa, como um povo cosmopolita e com uma profunda capacidade de agregação, acolhimento.

Salvador, já recebeu de graça, só por sua graça, nomes ilustres no cenário internacional, em vários campos da atividade humana.

Na política recebemos Nelson Mandela na década de 90;
Recebemos a Cúpula dos Chefes de Governo e de Estado Ibero-americanos, dentre eles o ledário Fidel Castro, também na década de 90;
Recebemos também a ex-secretária de estado dos EUA, no governo Bush, a Condoleezza Rice em março do ano passado, 2008;
Também no ano passado o presidente da França, Nicolas Sarkozy, e sua companheira, o passou boa parte das festas de final de ano em nosso estado, na cidade de Itacaré em um luxuoso Resort; dentre outras personalidades que por hora não me recordo.

No cinema, recebemos dentre outras figuras mundialmente conhecidas o ator norte americano Harisson Ford em eventos ligados ao meio ambiente em Ilhéus, Comandatuba e Praia do Forte em 1997.

Na própria música, recebemos, informalmente e formalmente, alguns dos principais ícones do rock-pop mundial, dentre eles o U2 quase completo, que nos presenteou com “show” de graça!!, em pleno Carnaval da Bahia, no Farol da Barra, em 2006, (o próprio Bono Vox ficou encantado com a receptividade do nosso povo, demostrando interesse em voltar de forma anônima) enquanto Rio e São Paulo pagaram caro para vê-los no palco. Tivemos também o Michael Jackson que gravou clipe no Pelourinho, tivemos o Paul Simon, o Jimi Clif, que dizem inclusive ter morado aqui. E é claro o A-ha, em 1991 que também aqui já esteve. Dentre outras inúmeras personalidades.

Nosso estado, e nossa capital não pode ter uma atitude provinciana diante dos grandes eventos mundiais, já fomos, no passado, a cidade mais importante do mundo no hemisfério sul!!

Já fomos capital deste país, não temos vocação provinciana e não somos vistos assim lá fora.

A Bahia é mãe de grandes empresas, verdadeiras multinacionais ou seja com atuação no mundo todo, empresas baianas! dentre elas a Odebrech, a OAS, só para citar algumas no meu ramo de atuação (construção civil) que poderiam ser contactadas como possíveis patrocinadoras, (a foto de divulgação do A-ha pela Lab344, foi montada sob uma foto de obra realizada em São Paulo por uma dessas construtoras baianas).

Falta interesse em sair do bairrismo. O tão “defendido” Festival de Verão ainda é muito tímido!!! Há um anseio latente nas pessoas para que ele se torne mais amplo, cosmopolita, como se propõe que seja.

O baiano medianamente culto (classe na qual modestamente me enquadro) não vive de pagode todo enfiado! (sem nenhum preconceito com quem goste, apenas me limito a fazer o meu juizo de valor, do qual tenho direito de expor, defender e afirmar, amparado na Declaração Universal dos Direitos Humanos e reconhecido pela nossa constituição). Temos música de qualidade internacional aqui na bahia sim!!! Gil é cultuado no mundo todo, Caetano também, o album Acabou Chorare, dos Novos Baianos está entre Os 100 maiores discos da Música Brasileira, segundo a revista Revista Rolling Stone!! Gil foi capaz de trazer, por influência sua, o U2 à Bahia. Raul Seixas, um mito, é até hoje (mais um juizo de valor) (e sempre será) o maior roqueiro que o Brasil já teve! Só para citar, ele esteve com Jonh Lennon, passou dias na casa dele, em Nova York, na época da sua expulsão do nosso país.

Então caros amigos, não aceitamos tais desculpas acanhadas e passivas, que não são condizentes com o que representamos no mundo, tais atitudes não são dignas do nosso povo.

Queremos participar (e merecemos sim!) do que acontece de bom no cenário mundial! 

4 Respostas para “Por que a-ha na Bahia?”

  1. Júlio Almeida Jr diz:

    Concordo com cada palavra amigo, a maior parte de nós, baianos, abaixa a cabeça e aceita tudo que é imposto por esse(como poderia dizer?) monopólio musical…

    …Vejamos o caso de Recife, que a pouco tempo está presente no roteiro de bandas internacionais aqui no País, é tão difícil? Medo de arriscar?

    Vamos tentar abrir os olhos dos produtores daqui, e mostrar que Salvador têm sim condições de receber grandes eventos.

  2. Geo diz:

    Já tinha visto esse texto do Anselmo, muito bom!
    Assim, QUEREMOS O A-HA EM SALVADOR EM MAR/2010!

    Vamos continuar mandando e-mails, os produtores daqui precisam saber que vai ser muita mancada se SSA ficar de fora! É indigno pra uma cidade como SALVADOR caramba!

  3. Anselmo Galvão diz:

    Caros amigos,

    Agradeço e fico lisongeado por vocês terem colocado meu comentário na primeira página da campanha. Agradeço também as manifestações de apoio.

    E inadimissível que Fortaleza e Recife, (que também merecem), nossas duas cidades irmãs nordestinas, as duas do mesmo porte de Salvador e que, juntas com nossa capital, formam a locomotica desta região nordeste, tenham casas de shows modernas e apropriadas, e também por isto, consigam promover o show do A-ha e de outras bandas internacionais de porte. E a nossa pobre (principalmente de espírito) Salvador o mesmo não consiga fazer.

    Essas capitais, possuem equipamentos apropriados, as chamadas “Halls” Chevrollet, Credicard, CityBank, etc, etc, etc….Nos aqui na Bahia não temos em nossa capital sequer um ginásio de esportes digno, não temos sequer uma vila olímpica para atletismo, não tinhamos sequer, até pouco tempo atrás, um estádio de futebol minimamente aceitável para os padrões internacionais, isso tudo no esporte. Esses equipamentos poderiam servir, fala-se na batida Concha Acústica do TCA, mas ali a capacidade é para 5.000 pessoas, espaço pequeno, acanhado e semi aberto! que temos mais??? Parque de exposições, para 300.000 pessoas?? Pituaçú para 40.000 pessoas??? espaços enormes, mas abertos, sem conforto e com necessidade de montar estrutura!

    Sugestão, com todo respeito, vamos pedir a Igreja Universal do Reino de Deus, então, que nos ceda a sua “Hall”, em frente ao Iguatemi, para shows internacionais, nunca entrei, mas ali deve caber umas 10.000 ou 15.000 pessoas confortavelmente, espaço climatizado, estc, estc…Basta notar o engarrafamento de pessoas na passarela do Iguatemi logo depois dos cultos, chega a entupir!

    Já que não temos nenhuma Hall específica para esses eventos, com estacionamento, com diversos ambientes e opções de preço, já que não temos “cacife” para esses grandes eventos da música, que exijam uma estrutura moderna e confortável, nos contentemos com o nosso tão vangloriado e privatizado carnaval, onde a pipoca literalmente pipoca.

    Ou então com o nosso pobre Festival de Verão que segundo “uma grande produtora local” só se interessa por artistas externos que por ventura, quiça, passem espontaneamente por aqui, por graça e beleza de Salvador… Os shows das grandes estrelas baianas já possuem valores de ingresso (camisa) compatíveis com os preços dos ingressos de grandes bandas internacionais, e esses shows lotam!!!!! Em entrevista, os próprios membros do A-ha, revelam lembrar da cidade quando da passagem em 1991.

    Ah, pobre salvador, toda enfiada na pobreza de alma de um povo que confunde miséria com alegria e se expõe, com orgulho, como permite sua curta cultura, ao qual não foi dado o privilégio de se sentir parte do que há de bom no mundo e se contenta e se satisfaz com sua mesmice abastecida em superficialidades do cotidiano, com palavras chulas, vamos ralar… no asfalto da nossa cultura geral (ou falta dela). Admiro a boa cultura baiana, temos excelentes compositores, como Tatau e muitos outros mais, não me refiro a esses…

    Pobre cidade! Ah, no artigo que está na página da campanha, não me lembrei de Luciano Pavarotti, que aqui também esteve, existem muitos outros….mas a gente sente que esses espetáculos são extremamente sazonais e motivados por algum interesse particular eventual, uma chance qualquer, e não por força e pujança de nossa terra (sem nenhuma conotação de superioridade nestes termos).

    Não esperarei os ingressos de outros estados acabarem para ver Salvador ficar para trás, como sempre, de fora!

    Infelizmente.

    Um forte abraço a todos.

  4. Sidnei diz:

    Fiquei feliz com as palavras de Anselmo. Realmente precisamos entrar de vez na rota de grandes shows internacionais. Por aqui passaram timidamente algumas grandes atrações como o próprio A-ha em 91, Alanis Morissette, Men At Work, Nazareth, Ben Harper, Paul Simon, entre outros, porém é muito pouco para uma cidade como a nossa. Salvador pela grandeza merecia coisa melhor em relação a saúde, educação, oportunidades de emprego e cultura. Empresários acordem porque temos público para A-ha e outras grandes atrações internacionais.


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